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Paper Position: Cuidados em Saúde baseados em valor

Publicado em 20/04/2022 • Notícias

O tema da medicina baseada em valor (Value-Based Healthcare/VBHC) –  alvo de uma das matérias desta edição – é tão relevante, que a ABIMED já vem adotando iniciativas de produção de conteúdo informativo há tempos. Lançado em maio de 2021, o Position Paper “Cuidados em Saúde Baseados em Valor”, apresenta conteúdo detalhado sobre o assunto. O objetivo é mostrar o papel da indústria como facilitador, fornecendo novas tecnologias mais custo-efetivas e auxiliando no treinamento para que os profissionais responsáveis adquiram melhor técnica capaz de entregar desfechos satisfatórios.

Elaborada pelo Comitê Valor em Saúde ABIMED, a publicação está disponível para download aqui, e também foi alvo de uma das edições do webinar Diálogos ABIMED, realizado quando de seu lançamento, e que pode ser visto no canal da ABIMED no YouTube. Na ocasião, o presidente-executivo da Associação, Fernando Silveira Filho, ressaltou que a publicação marca a entrada efetiva da ABIMED nas conversações e entendimentos acerca do assunto Valor em Saúde no País. “Fazemos isso, em primeiro lugar por coerência com o nosso a propósito que é contribuir de forma contínua para o acesso da população às tecnologias avançadas para a saúde visando a qualidade de vida e longevidade das pessoas. Em segundo lugar entendemos que a nossa indústria tem um grande potencial de agregar valor ao cuidar do paciente, impactar a qualidade e o custo global do atendimento global em saúde e contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde”, declarou.

De um modo geral, o conteúdo da publicação aborda os diferentes aspectos da VHBC, de modo a demonstrar o papel da indústria de equipamentos médicos nesse contexto e assim posicionar-se como uma parte interessada importante e contribuir com o desenvolvimento do ecossistema de saúde. O documento foi estruturado em três grandes frentes, resultando em um trabalho colaborativo e pró-ativo em que foram discutidas as diferentes ações, processos, projetos e modelos que envolvem um modelo de valor (VBHC) e como a indústria de tecnologia médica se encaixa neste novo contexto, considerando as particularidades e necessidades do sistema de saúde brasileiro. Para isso, a base bibliográfica consistiu em uma extensa pesquisa da literatura que teve por objetivo entender quais publicações nacionais e internacionais abordavam os principais conceitos de valor, além, é claro do entendimento do cenário brasileiro atual. 

Novas tecnologias e capacitação em Saúde

Dentre os países com mais de 100 milhões de habitantes, o Brasil é o único que dispõe de um sistema de saúde público universal e gratuito. Historicamente, a perspectiva do cidadão médio é de que a prestação do serviço é ineficiente ou, quando muito, incapaz de atender com qualidade em função da alta demanda que sobrecarrega médicos, técnicos e atendentes. As condições econômicas de grande parte da população, a falta de saneamento básico eficaz e as condições precárias de moradia de uma parcela significativa dos brasileiros contribuem para a falta de prevenção a doenças. Esse conjunto de fatores pressiona o sistema, que parece sempre se encontrar no limite de sua capacidade. 

O setor de saúde tem grande participação no desenvolvimento socioeconômico, uma vez que associa os aspectos social e de cidadania sob a perspectiva da inovação. Em particular nesse setor, a indústria de tecnologias médicas proporciona produtos e serviços que contribuem cada vez mais para reduzir o custo global do atendimento, viabilizando a sustentabilidade do sistema por meio da racionalização dos recursos para maximizar os benefícios, garantindo acesso às tecnologias. Nesse contexto, essa indústria deve atuar também como um facilitador de acesso ao conhecimento tecnológico para os profissionais da área. 

Novas tecnologias aplicadas à saúde estão proporcionando a migração em direção à Saúde Baseada em Valor, mudando paradigmas. Esse cenário requer um novo profissional, habilitado em recursos tecnológicos e possuidor de mais inteligência emocional. Outras competências incluem as áreas de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial. Um hospital deve se manter atualizado nesses assuntos e, como diferencial, pode criar núcleos dedicados à implementação desse novo modelo e empenhados em um processo forte e contínuo de comunicação, educação, treinamento e compartilhamento de experiências.

Como fomentador dessa educação ou orientação em inovação, a indústria tem a responsabilidade de proporcionar o conhecimento das tecnologias e equipamentos médicos com a finalidade de otimizar técnicas que resultem nos melhores desfechos possíveis aos pacientes. A ABIMED, nesse sentido, tem incentivado as associadas a investirem em iniciativas de educação continuada e na intensa comunicação entre gestores e os profissionais de saúde a fim de aumentar o repertório técnico visando a otimização do tratamento e oferta do cuidado integral ao paciente.

Um ponto crucial trazido pela alta tecnologia – que já foi experimentado em outras indústrias – é que atividades mais operacionais ou repetitivas desaparecem, dando lugar a sistemas automatizados ou informatizados. Tornando necessário que os profissionais dediquem seus esforços a atividades mais complexas. 

Com alto grau de inovação, é comum haver uma alta rotatividade de funcionários e, para que não se perca a qualidade do corpo técnico, a formação e capacitação deve ser implementada a todos os envolvidos no processo – não apenas para quem manuseia as tecnologias, mas também para os responsáveis pela gestão dos equipamentos e dos processos. O investimento nesses recursos humanos aumenta o desempenho, melhora a produtividade e reduz erros. 

Fonte: ABIMED

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