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União libera R$ 45 milhões para ajudar a saúde no Rio

Publicado em 04/01/2016 • Notícias

O Ministério da Saúde liberou ontem R$ 45 milhões para o Estado do Rio de Janeiro usar na área de saúde. O recurso já havia sido anunciado pela União como um das medidas de apoio ao governo estadual contra a crise financeira. A liberação foi feita em portaria publicada no Diário Oficial de ontem, e a transferência ocorrerá em parcela única. A verba será destinada ao Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e o dinheiro sairá da rubrica do governo federal voltada a procedimentos de média e alta complexidade.

O Rio de Janeiro vive uma grave crise na área de saúde, com atrasos no pagamento de salários e falta de materiais nos hospitais. Algumas das unidades se recusam a receber pacientes. A Prefeitura do Rio também já prometeu recursos para ajudar o estado a enfrentar o problema.
Na mesma edição do Diário Oficial, foram liberados recursos da área de saúde para outros estados. O Distrito Federal, por exemplo, receberá R$ 20 milhões para investimentos no setor de emergência. No caso do Piauí, estado do ministro Marcelo Costa e Castro, uma portaria autoriza um aumento de verba anual de R$ 60 milhões para investimento nas áreas de média e alta complexidade.
A Secretaria estadual de Saúde, por meio do Gabinete de Crise, voltou ontem a divulgar as condições de atendimento nos hospitais estaduais e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os hospitais Rocha Faria, Albert Schweitzer, Carlos Chagas, Getúlio Vargas, Adão Pereira Nunes, Azevedo Lima, Alberto Torres, Hospital da Mulher Heloneida Studart, Hospital da Mãe e Melchíades Callazans funcionam normalmente. No entanto, só casos urgentes estão sendo atendidos. Os considerados de baixa complexidade são encaminhados para as UPAs ou unidades de atenção básica.
Uma equipe do GLOBO percorreu ontem o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e a UPA do mesmo bairro; o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, e a UPA também de Realengo, além do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. Pacientes relataram que havia médicos e que os serviços eram realizados dentro da normalidade.
Segundo a cabeleireira Raquel da Silva Cabral, anteontem, no entanto, o atendimento no Albert Schweitzer era precário:
— Minha mãe é diabética e sofre de pé diabético. Cheguei com ela passando muito mal e, na triagem, disseram que não era caso de internação. Queriam mandála para casa. Fiz um escândalo. Aí veio um médico que disse que o caso era realmente grave, e ela foi internada — disse Raquel, que ontem aguardava um especialista do Hospital de Saracuruna.

Fonte: O Globo

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